terça-feira, 11 de março de 2014

Canudos/BA

Um dos episódios mais marcantes da história do Brasil passou-se em pleno sertão nordestino.
A Guerra de Canudos tornou-se o símbolo de força e resistência de um povo marcado pelo esquecimento.

Prisioneiros da guerra (degolados pelas tropas)


Conhecer Canudos é estar em contato direto com a história. É um dos lugares que todo brasileiro precisa conhecer, e como bom brasileiro, eu queria visitar desde a infância.

Como chegar

Canudos fica entre Paulo Afonso - BA e Petrolina - PE, na região do Raso da Catarina (que será tema de um post aqui em breve).
630 km de Recife - PE.



Chagar lá é simples, mas não é fácil. E não teria a menor graça se fosse.

  1. Chegue em Paulo Afonso, seja lá como for, e se hospede lá;
  2. Pegue a BR 110 até Jeremoabo. Estrada boa, uns 90km, viajem rápida;
  3. Pegue a BR 235 em direção a Canudos. 92 km de estrada de terra, variando de boa a ruim. Esse trecho leva mais de 2 horas;
  4. Você chegará à nova Canudos. Siga seu rumo direto. A essa altura você já estará em asfalto novamente. Poucos kms depois, olhando para o lado direito, haverão placas indicativas do parque estadual de Canudos;
  5. Se estiver chovendo (o que é quase impossível), só entre com carro 4 x 4.
Estrada de Jeremoabo a Canudos


O Parque

Após 80 anos de esquecimento e depredação (preservar Canudos nunca foi do interesse do governo militar, que teve a brilhante ideia de construir uma represa e inundar a cidade original), o governo estadual criou uma área de preservação exemplar. O Parque Estadual de Canudos é muito bonito e bem planejado.

Entrada do parque

Na entrada do parque (que é grátis) haverá um guia que o guiará por todo o caminho. A contribuição é voluntária.

Imagens de remanescentes do combate


Monumentos em vidro marcam os principais locais onde os fatos ocorreram.

Fragmento de osso humano

Ainda é possível encontrar fragmentos de ossos no Vale da Morte.

Bala de "matadeira"

Bala de fuzil

Assim como balas e outros fragmentos.

Ruinas da cidade original (quase sempre submersas)
Canudos é um viajem a um passado inimaginável, onde homens, mulheres, idosos e crianças, sem recursos, sem educação, sem nenhum apoio e sob a liderança de um missionário, ousaram desafiar o poder estabelecido.
É difícil dizer hoje até que ponto Antônio Conselheiro era louco ou visionário, mas estar naquela região ajuda a compreender os acontecimentos e transmite a nítida sensação dos sentimentos que haviam entre aquelas pessoas.